• Rita Cachaço

Ter ou não ter o próprio tapete de Yoga?


Vários alunos quando começam a praticar, perguntam se devem ou não comprar o seu próprio tapete de Yoga.

Eu tenho sempre tapetes disponíveis para todos nos vários locais onde dou aulas, portanto não há essa necessidade. No entanto sou defensora de que cada um deve ter sim, o seu próprio tapete de prática.

Porquê? Antes de mais as razões evidentes de higiene. A prática faz-nos transpirar sobretudo no verão,

e é impossível lavar e secar tapetes todas as semanas.

Em segundo lugar, porque o nosso tapete se transforma num amigo próximo, companheiro e testemunho do percurso pessoal no caminho do Yoga: juntos suámos, sofremos, conquistámos desafios, ultrapassámos barreiras! O tapete guarda as memórias dos momentos, tem a nossa própria energia entranhada.

Ao fim de um tempo começa a notar-se o desgaste no local dos pés e das mãos, e vemos ali claramente

o nosso adho-mukha ao longo dos anos.

O primeiro tapete é como uma aliança!

Estamos a aceitar e a investir num compromisso com a prática regular do Yoga.

Ao longo destes anos tenho comprado vários tapetes, mas um deles eu chamo de meu tapete mágico.

Nem sequer é o melhor deles, mas como é fino, e dobrado ocupa pouco espaço numa mala, tem-me acompanhado em várias viagens. Ele já foi comigo à Índia, aos Estados Unidos, à Rússia, à Indonésia, à Tailândia e tantos outros países que já nem me lembro. Já praticámos em quartos de hotel minúsculos, em varandas paradisíacas e em estúdios de yoga por todo o mundo! Outras vezes foi comigo e nem sequer saiu da mala admito! Também já me proporcinou umas sestas em aeroportos aquando de voos perdidos.

Enfim, uma ligação de amizade que recomendo a todos os praticantes.

I <3 my yoga mat!

#Yoga

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